Se és tu que de meus olhos nasce
Sem medo do que virá ou porque é
Na face da verdade sem medo da mentira
Fugindo a realidade
Usurpando a agonia
Sem flagelos, derrotas e feridas
Cicatrizes abertas, tratadas ou não
Abrace o inimigo e deite no chão
Sem medo nem ilusão
Vivemos sim num mundo cão
Mas sem perder a ternura
Muito menos a armadura
Numa das mãos o ideal
Noutra mão a real
Sem esquecer o surreal
Jogue os dados e ande as casas
Ame sem deixar de se entregar
Corra para ver o pôr do sol
Ou espere o amanhecer
Agradeça sempre o eterno aprender
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